​Vereadores de Osasco repudiam projeto do deputado Kim Kataguiri, que prevê demissão de frentistas

Proposta do deputado quer anular os efeitos da Lei 9956/2000, que proíbe o funcionamento de bombas de autosserviço nos postos de combustíveis
Vereadores temem demissão de frentistas caso emenda seja aprovada (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os vereadores de Osasco aprovaram durante a última sessão, uma Moção de Repúdio à emenda proposta pelo deputado federal Kim Kataguiri (DEM), que propõe anular os efeitos da Lei 9956/2000, que proíbe o funcionamento de bombas de autosserviço nos postos de combustíveis. De acordo a autora do documento, vereadora Lúcia da Saúde (Podemos), caso a emenda seja aprovada, pode acarretar no aumento do número de desempregados. 

"Essa ação pode causar a demissão de 500 mil frentistas em todo território nacional. Se considerar lares com três pessoas, atingirá cerca de 1,5 milhão de pessoas. O que Kataguiri quer é que os postos funcionem como nos Estados Unidos, no sistema self-service. Ele acredita que sem frentista os preços abaixam. Mas, isso não vai impactar em nada nos valores do combustível, porque a folha de pagamento não chega a 3% dos custos", afirmou a parlamentar. 

Vereadores criticam emenda
O vereador Emerson Osasco (Rede) também criticou o posicionamento do deputado Federal a quem considera uma pessoa que não sabe o que é ser assalariado e afirmou que Kataguiri deveria se preocupar em promover ações que aumentem os postos de trabalho, em vez de reduzi-los.

"Ele não quer apenas criar uma lei. Ele quer criar desemprego em um momento de pandemia com 14,4 milhões de brasileiros desempregados, ao invés de se preocupar com a retomada da economia, de baixar o preço da gasolina. Ele está preocupado em aumentar a miséria, retirando o emprego de pessoas", criticou Emerson Osasco. "O parlamentar disse que deve haver modernização, mas que o emprego das pessoas também precisa ser modernizado e não eliminados". concluiu.

Preocupada com o desmonte dos postos de trabalho, Juliana da Ativoz (PSOL) também falou sobre a precarização do trabalho e o crescimento da fome devido à falta de emprego. "A gente não está no momento em pensar em desmontar ainda mais a vida do trabalhador e da trabalhadora. Passamos por momentos em que as frentes de trabalho estão precarizadas por causa do momento político e econômico que estamos vivendo. A população se alimenta de carcaça de frango e querem reduzir o mercado de trabalho?", questionou Juliana.

Já o vereador Julião (PSB) lembrou que além dos mais de 14 milhões de desempregados, há também de se considerar os trabalhadores que já estavam na informalidade e encontram dificuldades para retomar a renda. "Tem muitos desempregados que já estavam na informalidade, então esse número é muito maior. Essa iniciativa vai na contramão da realidade que temos no país", comentou o vereador.

A presidente da Frente Parlamentar de Geração de Emprego, Trabalho, Renda e Desenvolvimento Econômico, a vereadora Elsa Oliveira (Podemos) falou sobre a importância da participação dos parlamentares na Frente, para que esses assuntos sejam amplamente debatidos e que sejam encontradas soluções para o problema do desemprego em Osasco. "Participem da Frente. Estamos recebendo diversas empresas na cidade, mas precisamos entender efetivamente o quanto de empregos estão gerando para os osasquenses", disse Elsa. 

*Com informações da Assessoria da Câmara Municipal de Osasco.

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Quarta, 20 Outubro 2021

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