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“Somos refém da briga entre o presidente e governador”, diz prefeito de Cajamar

Danilo Joan criticou a falta de acordo entre os líderes do país 

O prefeito de Cajamar, Danilo Joan (PSD), fez um desabafo durante a entrevista ao programa Giro Play Manhã dizendo que os brasileiros estão acompanhando uma 'guerra política' entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador do Estado de São Paulo, João Doria (PSDB). "De um lado temos o presidente que vê que sua próxima eleição está ligada a economia e quer reabrir tudo, e por outro lado, temos o govenador que quer segurar tudo e quem paga por isso é o povo que fica assistindo uma briga sem fim", disse.

Joan ainda falou que o momento é de união e que a falta de comunicação e de informação têm tirado a vida de diversos brasileiros. "Fico muito chateado, pois os prefeitos como líderes de suas cidades tem que ter um diálogo com essa autoridade, mas não conseguimos, pois a gente olha para essa briga dos dois [Bolsonaro e Doria) e pensa: o que vai ser agora?", questiona acrescentando que só quer saber quais medidas serão adotadas para ajudar o povo. "Não estou defendendo o governador e nem o presidente, só quero saber quais as ações de fato que vão levar qualidade de vida para pessoas. Hoje, nós somos refém da briga política do presidente e governador", completa.

Quarentena X Comércio

Durante a entrevista o prefeito falou da importância da quarentena e lembrou que Cajamar foi uma das cidades que alcançou a taxa de 70% de isolamento que é recomendada pelas autoridades de saúde. "A quarentena tem que ser feita, pois, se não tivéssemos adotado, já teria morrido um número maior de pessoas. Acredito que isso se deve a todas as medidas adotadas e a forma transparente que passamos as informações para a população", afirma.

Segundo Joan, essa adesão da população pode garantir a reabertura dos comércios que poderão ser reabertos, mas enfatizou que tudo dependerá das novas regras que devem ser anunciadas pelo governador João Doria nesta sexta-feira (8). "Em Cajamar, nós contratamos médicos, funcionários, ambulância. Além disso, a população tem contribuído com a taxa de isolamento. O autônomo não quer voltar a trabalhar para ganhar dinheiro, mas sim, para levar sustento para dentro de sua casa. Acho que isso precisa ser revisto. As cidades que estão acima de 50% isolamento devem ter o direito de reabrir o comércio, mas não é abrir as portas de vez. É retomar gradativamente com regras para garantir a saúde de todos", explica.

Ainda nessa questão do sustento das famílias, o prefeito falou do aumento das pessoas em situação de vulnerabilidade e voltou a frisar que a falta de informação tem matado brasileiros. "Existe um grande número de famílias entrando em vulnerabilidade. "Essa guerra de informação está matando o povo brasileiro. Se o presidente e os governadores fossem a público e informassem que era preciso fechar o comércio por 60 dias, mas que depois, nós retomaríamos de forma gradativa, tudo bem, pois todo mundo ia se preparar para isso. Mas agora, primeiro são 10 dias, aí passa para 15, depois amplia mais 15, e o povo só quer saber quando vai voltar a trabalhar. A população está de mãos atadas por falta de informação", finaliza.

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