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Pandemia não deve prejudicar votação

Apesar de preocupar muitos candidatos, estudo mostra que, devido à pandemia, as abstenções devem acompanhar os números das eleições de 2016
Cerca de 340 mil eleitores da região oeste da Grande SP podem deixar de comparecer às urnas (Foto: Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Pesquisa realizada e divulgada no fim do mês de setembro pelo Instituto Datafolha, apontou números interessantes sobre o comportamento dos eleitores que devem comparecer às urnas no próximo dia 15 de novembro, data do 1° turno das eleições municipais. De acordo com o estudo, o índice de abstenções (falta) pode ser de cerca de 20% do eleitorado total.

Pessoas que têm entre 25 e 35 anos, este número cresce para 27% e dos 35 aos 44 anos ele fica em 26%. Os indicadores mais curiosos, no entanto, ficam com o público com faixa etária mais alta. Dos 45 até os 59 anos, apenas 17% dos eleitores disseram que podem não votar. Acima dos 60 anos, grupo de risco da covid-19, o percentual é o mesmo. Nas eleições de 2016, a abstenção total na capital paulista, por exemplo, chegou a 20,73%.

Tendência na região
Levantamento feito pela reportagem do Giro S/A no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), demonstra que, nas 11 cidades da região oeste da Grande São Paulo, que fazem parte do Cioeste (Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista), há 1,7 milhão de eleitores aptos a votar. Se acompanhar a tendência do Instituo Datafolha, é possível concluir que, ao menos 340 mil eleitores dessas 11 cidades deixariam de comparecer às urnas.

O estudo do Datafolha é corroborado pelo advogado e professor de Direito, João Fernandes Lopes de Carvalho, do escritório de advocacia especializado em Direito Eleitoral, Alberto Rollo Advogados Associados. Para o advogado, "essa é realmente a expectativa para o próximo pleito e esses números não devem comprometer a confiabilidade do processo eleitoral. Vou mais além, é até compreensível pela situação da pandemia que esse número seja até um pouco superior", declara.

Ainda de acordo com Carvalho, "é muito difícil ou praticamente impossível que um número maior de pessoas deixe de comparecer para votar", disse.

Mas o que pode acontecer se você não votar?
O especialista afirma que o máximo que pode acontecer com quem não votar é o pagamento de uma multa (R$ 3,50) e quase simbólica pela falta. O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, já sinalizou, contudo, que a multa por não comparecimento poderá ser abonada.

Porém, o advogado chama a atenção para um fato importante. Quem, de forma injustificada, não comparecer para votar e não justificar o voto por três eleições seguidas, pode sofrer com uma série de agravantes. "Cancelamento do título, problemas posteriores para conseguir passaporte, RG e até para fazer concursos públicos", finaliza.

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