Na Câmara, vice-prefeita de Cotia fala sobre os 15 anos da Lei Maria da Penha

Ângela Maluf, que também atua como secretária dos Direitos Humanos e Mulher, acompanhou a sessão de retomada dos trabalhos Legislativos 
Ângela Maluf acompanhou a sessão que marcou a retomada dos trabalhos na Câmara (Reprodução/Redes Sociais)

A vice-prefeita de Cotia, Ângela Maluf (PV), acompanhou na manhã desta terça-feira (3), a sessão que marcou a retomada dos trabalhos Legislativos na Câmara do município, que estava em recesso parlamentar. Na tribuna, a vice-prefeita falou sobre as ações de combate à violência doméstica e da Lei Maria da Penha que completará 15 anos no próximo dia 7 de agosto.

"Era uma lei que não deveria existir, mas que existe para nos dar guarida. Antigamente, quando nós éramos machucadas fisicamente ou ofendidas moralmente, trocavam essa ofensa ou agressão por um saco de feijão no Fórum, trocavam por um quilo de qualquer coisa nos calando a boca e falando está tudo pago e tudo certo. Até que chega uma lei, em que a ONU chamou a atenção do governo brasileiro após uma mulher ter sido machucada e eletrocutada dentro de uma banheira e ter dito ao nosso governo que precisávamos de uma lei", lembrou

A vice-prefeita, que também autua como secretária de Direitos Humanos e Mulher, destacou ainda os altos números de casos de violência contra a mulher no País. "A cada oito minutos uma mulher é vítima de estupro, sete a cada dez já sofreram algum tipo de assédio no trabalho. Todas as mulheres vão sofrer algum tipo de violência na vida. Uma a cada quatro mulheres foi vítima de violência durante a pandemia. São números graves e precisamos agir", alertou falando que a cidade está investindo na educação dos agressores para reduzir os casos na cidade. 

Ações no combate à violência
Ângela Maluf também falou sobre a importância das Delegacias de Defesa da Mulher e da necessidade de funcionamento 24 horas e da ampla divulgação dos Totens de Segurança instalados na cidade. "Nosso corpo é nossa moradia. Qualquer violação ao nosso domicílio é inadmissível. Portanto, precisamos ter a consciência de que temos uma DDM, e é uma luta nossa levar ao governo do estado que queremos as delegacias abertas 24 horas, pois nós apanhamos é nas madrugadas e aos finais de semana e que não temos para onde ir. Além disso, vamos divulgar bastante os nossos Totens que são referencia no País. Então, você pode chegar nesse totem e denunciar a o seu agressor, pois rapidamente chegará uma viatura da nossa GCM que está totalmente preparada para atender e dar todo suporte a você", disse.

Para fechar seu discurso na Câmara, a vice-prefeita falou da necessidade de ampliar a participação da mulher na política. "Se nós somos 52% da população, essa representação se faz necessária, e precisamos também ser representadas nessa casa [Câmara]. Nós precisamos que mulheres votem em mulheres e não deixar mais esse hiato de 30 anos sem ter a representação feminina nesta casa", finalizou. 

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Sexta, 28 Janeiro 2022

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