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​Após ligação de Bolsonaro, ministro da Educação recua sobre data do Enem

Weintraub diz que exame pode ser adiado por até 60 dias
Ministro utilizou as redes sociais (Foto: Divulgação)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, utilizou as redes sociais para sugerir que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja adiado por no máximo 60 dias. "Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o ENEM seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame", diz o texto publicado pelo ministro. 

Mas, a mudança de comportamento teria acontecido após uma ligação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sinalizando que, se o governo não se posicionasse de forma mais incisiva nesse sentido, iria sofrer mais uma derrota no Congresso Nacional. O diálogo entre o presidente e o ministro ocorreu na manhã desta quarta. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, alertou o presidente da República de que os deputados iriam discutir o projeto sobre o tema, que foi aprovado no Senado no dia anterior.

Weintraub ouviu também pela manhã em telefonemas com líderes de partidos de centro, como Wellington Roberto (PL) que eles não conseguiriam segurar a aprovação da matéria na Câmara. Também houve recado do PP de que o anúncio de uma consulta pública para ouvir os estudantes sobre o adiamento da prova era insuficiente para conter o projeto no Congresso.
Mesmo diante do diagnóstico, Weintraub insistiu em condicionar uma decisão a respeito do adiamento ao resultado da pesquisa com os estudantes.Com essa sinalização política, líderes entendem que há agora espaço para segurar por mais um tempo a votação do projeto na Câmara. Mas as conversas seguem. Por questões técnicas, o MEC entende que não consegue antecipar a consulta aos estudantes, prevista somente para o final de junho. 

Aprovação no Senado

foi aprovada nesta terça-feira (19) no Plenário virtual do Senado, por 75 votos a 1. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados. A proposta (PL 1.277/2020) da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) prevê que, em casos de reconhecimento de estado de calamidade pelo Congresso Nacional ou de comprometimento do regular funcionamento das instituições de ensino do país, seja prorrogada automaticamente a aplicação das provas, exames e demais atividades de seleção para acesso ao ensino superior.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, marcou a aplicação do exame impresso para os dias 1º e 8 de novembro, e a versão digital para 22 e 29 de novembro. As inscrições estão abertas até o próximo dia 22. Já há quatro milhões de inscritos, de acordo com o Inep, e estão esgotadas as vagas para a prova digital.


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