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"Achei que podia ajudar o Brasil", diz Teich ao deixar Ministério da Saúde

Ex-ministro não explicou o motivo da decisão

"A vida é feita de escolhas e eu escolhi sair". Foi com essa frase que Nelson Teich iniciou a coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (15) onde anunciou, oficialmente, seu pedido de demissão do Ministério da Saúde. Teich deixa o cargo antes de completar um mês no comando na pasta.

No pronunciamento que durou menos de 10 minutos, o agora, ex-ministro da saúde, frisou que não aceitou o convite pelo cargo. "Aceitei porque achei que podia ajudar o Brasil e ajudar as pessoas", disse.

Em sua fala, o ex-ministro agradeceu ao presidente Jair Bolsonaro pela oportunidade de ter comandado o ministério e elogiou a dedicação da equipe que trabalhou com ele no ministério. Ele disse ainda que deixou um plano pronto para governadores e secretários estaduais e municipais. Segundo o ministro, um programa de testagem também está pronto para ser aplicado.

Apesar de uma nota oficial do ministério dizer que ele pediu demissão, assessores da Saúde afirmaram que o ministro foi demitido. Teich tomou posse em 17 de abril e a segunda baixa no Ministério da Saúde em meia à pandemia do coronavírus. Ele assumiu o lugar de Luiz Henrique Mandetta que foi demitido por Jair Bolsonaro.

Teich também acumulou divergências com o presidente sobre as medidas para combate ao coronavírus. Entre elas estão: o uso da cloroquina, o fim do isolamento social, e também, a ampliação das atividades consideradas essenciais. O ministro foi colocado em uma saia justa quando foi questionado, por jornalistas durante uma coletiva, sobre um decreto presidencial que incluía salões de beleza e academia no rol de atividades essenciais. Ele não havia sido consultado pelo presidente. Veja o pronunciamento do ex-ministro. 

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