Prefeitos divergem sobre destino de Temer

Encuralado} Presidente optou por não renunciar

A decisão de Michel Temer (PMDB) não renunciar, mesmo com a intensificação da crise política, divide prefeitos da região, questionados pela reportagem. A situação se agravou com as suspeitas de que ele obstruiu a justiça, após a delação dos donos da JBS.


"Eu acho que na cúpula política do Brasil está faltando brasileiro, ninguém está preocupado com o país", afirmou o prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB). "O próprio presidente, nada contra ele. As coisas aconteceram de uma forma muito ruim, mas aconteceram. O que tira o Brasil dessa situação de desconforto é um pacto nacional e tem que ser coordenado por alguém que tenha credibilidade".


Ele citou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de membros do judiciário.


Em Cotia, o prefeito Rogério Franco (PSD) lamentou o cenário negativo para o país, mas considera que uma renúncia, um ano após o impeachment de Dilma Rousseff (PT), seria ainda mais dramático. "Primeiro precisase provar [as acusações] e a justiça tem que fazer o papel dela, do meu ponto de vista ele tomou a decisão certa", disse.


No caso de Santana de Parnaíba, Elvis Cezar (PSDB) condicionou a decisão de Temer ao que irá encontrar no Congresso.


"O PSDB decidiu ficar no governo porque se sair, o país acaba. O partido tem que ter responsabilidade", comentou. "Agora se [Temer] não tiver apoio no Congresso tem que ter uma decisão rápida do presidente. Se não pudermos avançar com as reformas, o que vamos ficar fazendo?", enfatizou.


Podemos

Partido dos prefeitos de Osasco, Rogério Lins, e de Itapevi, Igor Soares, o Podemos (antigo PTN) anunciou assim que as escutas foram divulgadas o desembarque do governo. "Fomos o primeiro partido a deixar a base aliada de Temer, porque não compactuamos com o que está acontecendo", afirmou Igor em sua rede social.

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