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Gestores educacionais se preocupam com a falta de estrutura da rede pública para o Ead

Segundo o IBGE, até 2017 cerca de 75% dos lares brasileiros contavam com acesso à internet

Foto: freepik

Desde o início da pandemia do novo coronavírus no Brasil, uma das primeiras medidas para a propagação do vírus causador da doença foi a suspensão das aulas em todos os estados, deixando milhares de estudantes e professores em casa. Na atual conjuntura, uma alternativa que surge para que não se perca o ritmo de estudo são as aulas on line.

Entretanto, uma das principais preocupações de gestores educacionais é a falta de estrutura nas escolas públicas, para a oferta do Ensino a distância (Ead). Em nota publicada em seu site, a União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) recomenda que caso esse método de ensino seja adotado, ele de ser usado de forma complementar, não substituindo por completo as aulas presenciais.

Num primeiro momento, esse tipo de ensino deve ser monitorado e avaliado, através de indicadores, para verificar-se de fato se os estudantes tiveram acesso às aulas e se elas foram eficazes para o aprendizado. Dependendo dos resultados, as aulas passariam a contar oficialmente no calendário, ou não.

Em São Paulo e no Distrito Federal já decidiriam regras para esse tipo de ensino. A Undime defende uma orientação única para todos os estudantes, evitando que recebam diferentes formações.

Outra preocupação dos gestores municipais é de que nem todos as escolas e famílias possuem estrutura de tecnologia para a oferta de Ead. E muitos professores não tem a formação adequada para lecionar nesse tipo de modalidade.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2017 cerca de 75% dos lares brasileiros contavam com acesso a internet. Na área urbana, esse percentual é de cerca de 80%, e na rural é menor, em torno de 40%. A principal forma de acesso é pelo celular. Em todo o País, 97% das pessoas acessavam a internet pelo celular, enquanto 57% por computador.

Em nota divulgada na quarta-feira (25), o Ministério da Educação (MEC) diz que "ainda estuda como flexibilizar o ensino no momento em que a maioria das escolas está sem aulas, o que inclui ainda a carga horária máxima de ensino a distância que as escolas públicas poderão utilizar." Por lei, as escolas devem cumprir um calendário de 200 dias letivos no ano.

Para ajudar as escolas públicas, a Undime e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que representam os dirigentes municipais e os secretários estaduais de educação, respectivamente, criaram um grupo de trabalho para apoiar o planejamento das redes de ensino na oferta emergencial de atividades educativas complementares.


Para ver o comunicado completo da Undime acesse aqui e o comunicado do MEC sobre a flexibilização do ensino aqui

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