Em meio à greve, deputados articulam reforma da previdência

Tema teve votação tensa, com manifestações dos contrários à aprovação

Com a aprovação da reforma trabalhista no plenário da Câmara dos Deputados, a base aliada do governo Michel Temer (PMDB) começou a articular a busca dos votos necessários para aprovar a reforma da previdência, em meio aos protestos contra o texto marcados para ocorrer nesta sextafeira (28) pelo Brasil.


O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai trabalhar para conseguir os votos necessários para a aprovação da reforma da Previdência. Ao aprovar a reforma trabalhista, foram 296 votos contra 177. O total não seria o suficiente para as mudanças na situação das aposentadorias, por ser uma emenda à Constituição.


"Temos duas ou três semanas e, com muita paciência, vou trabalhar para que a gente possa chegar no plenário com número para aprovar a reforma da Previdência. Eu acredito que precisamos avançar nessas reformas e entregar, em 2018, um Brasil reorganizado e reequilibrado", disse Maia.


Do lado da oposição, o líder da minoria na Câmara, José Guimarães (PTCE), avalia que o cenário será mais complicado. "A Previdência é muito mais sensível porque ela mexe imediatamente com a vida. Portanto, duvido que os deputados que tiveram tanta ousadia ontem em subir à tribuna e defender a reforma trabalhista tenham coragem de subir e defender o fim da aposentadoria rural, porque na prática é isso", disse Guimarães.

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Edição 386