Sidebar Menu

Para amenizar crise, Piñera troca um terço dos seus ministros no Chile

Entenda as causas da crise política e social no Chile.

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, anunciou a substituição de oito dos 24 ministros do seu Governo, incluindo os da Economia, Interior e Finanças, alvo de muitas críticas desde o início da atual crise social e política.

O chefe de Estado do Chile tinha anunciado no sábado que iria remodelar o seu Executivo, em resposta a protestos populares que o levaram a decretar o recolher obrigatório e a enviar militares para as ruas.

"O Chile não é o mesmo já há algumas semanas. O país mudou e o governo também precisa de mudar para enfrentar estes novos desafios e tempos", disse o presidente Sebastián Piñera em referência aos protestos dos últimos dez dias, que já fizeram vinte mortos.

"Estas medidas não resolvem todos os problemas, mas este é um primeiro passo importante", afirmou Piñera, acrescentando que os manifestantes "refletem a forte vontade do governo por um Chile socialmente mais justo".

As causas da crise

As manifestações começaram na semana passada, com o anúncio do aumento das passagens do metrô. E mesmo depois de o presidente Sebastián Piñera ter voltado atrás e cancelado o aumento, os protestos continuaram. 

O Chile, um país reconhecido por ter bons indicadores de governança, expôs suas debilidades e uma grande desigualdade social. Os manifestantes reclamam do alto custo de vida, dos baixos salários e aposentadorias, do sistema de saúde e educação, que não é acessível a todos.

Piñera anunciou um pacote de medidas para tentar acalmar os ânimos e conter as manifestações, mas não foi suficiente. Os protestos continuaram. A população argumenta que nenhuma das medidas anunciadas terá aplicação imediata e que são iniciativas que ainda terão de passar pelo Congresso.

No último dia 25, manifestantes chegaram a tentar invadir o Congresso Nacional chileno, mas foram detidos por Carabineros, a polícia chilena, com bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. O edifício teve que ser evacuado e as atividades legislativas suspensas.

Em meio à crise política e social, o Chile contabiliza 19 mortes registradas, com 2.840 pessoas detidas e 295 feridas por armas de fogo. 

Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile e atualmente alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, defendeu o envio de uma missão de verificação para acompanhar os conflitos no país e examinar denúncias de violações dos direitos humanos.

Veja mais notícias sobre Mundo.

Veja também:

 

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.girosa.com.br/

No Internet Connection