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Covid-19: Trump rompe com a OMS

EUA estava em crise com o órgão de saúde desde abril
Trump também pensa em expulsar milhares de estudantes chineses das universidades americanos. (Foto: Agência Brasil)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta sexta-feira (29) que seu governo decidiu romper relações com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump alegou que a entidade fracassou ao lidar com a pandemia de covid-19.

De acordo com agência de notícias alemã Deutsch Weller, ele comentou que a OMS se baseou demasiadamente em informações fornecidas pela Chína, país de onde surgiu o novo coronavírus.

Durante o pronunciamento, o governante não aceitou perguntas dos jornalistas.

Principal contribuinte da entidade de saúde, os Estados Unido irão  realocar financiamento antes destinado ao órgão a outras iniciativas.

Trump também acusou a China de estar à frente das decisões da OMS. Segundo ele, Pequim deveria financiar menos o organismo da saúde.

Crise

Em crise com a OMS desde abril, Trump havia suspendido temporariamente o financiamento estadunidense com o órgão e criticou o que chamou de "má gestão e acobertamento da propagação do coronavírus".

Na última semana, o presidente norte-americano deu um prazo de 30 dias para a OMS realizar diversas reformas, mas que não foram divulgadas à imprensa. Ele havia advertido que se essas não ocorressem, ele iria cortar permanentemente as doações financeiras e desvincular o país da instituição.

Na sexta-feira, a OMS se recusou a realizar as reformas pedidas por Washington e consequentemente gerou o rompimento.

Mesmo perdendo entre 400 e 500 milhões de dólares por ano, mais de 15% do orçamento total da organização, a OMS inaugurou nesta semana uma fundação de gestão independente através da qual poderá receber doações de pessoas físicas, empresas ou outras fontes.

Em uma guerra comercial com a China desde 2019, o governo norte-americano ainda estuda expulsar milhares de estudantes chineses de universidades norte-americanas. Segundo o presidente, a medida serviria para evitar espionagem.

A pandemia de covid-19 já fez mais de 101 mil vítimas nos EUA, com 1,7 milhão de casos confirmados.

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