Venda de itens usados cresce quase 50%

Os tradicionais brechós agora dividem espaço com a comercialização de produtos de segunda mão por meio de grupos no wattsApp, que cresceram com a pandemia
Móveis, alimentos, objetos de decoração, vestuário, tudo é vendido nas redes sociais (Giro S/A)

A abertura de estabelecimentos que comercializam produtos usados, os de segunda mão, teve aumento de 48,58%, entre os primeiros semestres de 2020 e 2021, segundo levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal. A pandemia do novo coronavírus aumentou o controle financeiro das famílias, que também estão mais preocupadas com a preservação do meio ambiente.

Nos últimos anos, muitos grupos de wattsApp surgiram para a venda de itens usados. E as postagens cresceram a olhos vistos. "Eu comecei com 70 pessoas e hoje tenho 255. E sempre surgem novos membros. Temos lista de espera", destaca Solange Guazzo Rizzo, moradora de Santana de Parnaíba e administradora do grupo Somente Desapego Bom e Barato.

Tudo começou quando Solange resolveu fechas seu negócio de vinhos e vender os móveis do escritório. "O interessante do grupo é que aprendemos que gosto não se discute, e que as pessoas buscam produtos e preços interessantes, de desapego", destaca ela.

Os participantes postam muito móveis, aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos. "A negociação é direta com o vendedor, o comprador vem e retira e o vendedor não tem a despesa de entregar. Ou seja, negocia-se direto com o interessado, agilizando a venda", diz.

A moradora de Santana de Parnaíba Maria de Fatima Filipe Alves administra dois grupos direcionados para o público de Alphaville e região (Forum de vendas e Alpha City). E participa de 70 grupos, no total. "Na pandemia, as postagens aumentaram 100%", afirma Maria de Fatima.

Ela montou os grupos há cinco anos. "Comecei vendendo itens pessoais. Queria eliminar o que não tinha mais utilidade", explica. Em seguida, depois de morar por um tempo na capital paulista e retornar para Alphaville, ela trouxe duas mudanças: a dela e a da mãe. E, claro, não cabia tudo na residência. Resultado: algumas peças foram para o desapego.

Maria de Fatima ressalta que é importante que os grupos tenham regras. Ela também sentiu a necessidade de excluir medicamentos e alimentos das postagens de desapego. E o trabalho não para por aí. Maria de Fatima cria parcerias com artesãs que fazem móveis com fibra sintética e com um profissional de tapeçaria, que faz móveis sob medida e reformas. O marido, Marcelino Alves, auxilia na empreitada.

Andrea Fernandes Lopes administra 15 grupos de segmentos variados, como o Desapego Infantil e o Desapego Brinquedos Alpha, como brinquedos e roupa infantil. "Iniciei os desapegos a quatro anos e meio. A maioria dos grupos que administro está na sua capacidade máxima (257 membros) e, desde o início da pandemia, esse número vem crescendo, pois as pessoas estão fazendo limpeza de itens que não usam mais", conta ela. Com a pandemia, o número de postagens aumentou por parte de todos integrantes dos grupos de desapegos.

Itens infantis, móveis e utensílios domésticos vendem com mais facilidade. "Como tenho o whatsApp business, não preciso ficar publicando sempre, pois tenho clientes que compram através do meu catálogo, sem que eu precise anunciar", explica Andrea.

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Segunda, 18 Outubro 2021

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