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Seguro de vida hoje em dia também serve como herança para filhos

Mercado de seguros cresce 6,9% com faturamento de R$ 93,5 bilhões

presidente do Clube de Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), Silas Kasahaya prevê que se o seguro de vida individual continuar crescendo acima de 60%, em dois anos deverá ultrapassar o seguro de vida coletivo (Foto: Antranik Photos)

O mercado de seguros faturou R$ 93,5 bilhões de janeiro a outubro. Segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), essa soma representa um crescimento nominal de 6,9% em comparação aos dez primeiros meses do ano passado. Segundo o Centro de Qualificação do Corretor de Seguros (CQCS), em termos reais, houve um desempenho expressivo, bem acima da inflação acumulada entre os dois períodos comparados, que ficou abaixo dos 3%. 

Os valores citados pelo CQSC incluem o VGBL, mas, não engloba o seguro saúde, que está sob a alçada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os planos de previdência privada complementar aberta e a capitalização.

Diante deste cenário, o presidente do Clube de Vida em Grupo São Paulo (CVG-SP), Silas Kasahaya prevê que se o seguro de vida individual continuar crescendo acima de 60%, em dois anos deverá ultrapassar o seguro de vida coletivo.

Silas Kasahaya elaborou o estudo "Overview do mercado segurador". A partir da análise dos dados de desempenho do ramo de seguro de pessoas nos últimos três anos, Kasahaya observou que o melhor resultado foi registrado neste ano, de janeiro a agosto, quando o crescimento alcançou 14,5% em relação ao mesmo período de 2018.

Quem também avalia o mercado é o presidente do clube de segurados da Bahia, Fausto Dórea. Ele afirma que o seguro de vida individual hoje é como uma espécie de herança para a família. "De fato, hoje em dias as pessoas com menor poder de compra não tem como deixar imóveis como antigamente. Hoje praticamente as pessoas trabalham para manter as contas básicas em chance de poupar para o futuro", completa.

Por outro lado, os sinistros também cresceram, atingindo 10,6%, e as despesas de comercialização, na mesma proporção, alcançaram 14,4%. "Isso significa que o mercado cresceu e está investindo mais em captação e comercialização", disse.

O ramo vida neste setor de seguros representa 40% do volume de R$ 28,5 bilhões arrecadados pelo mercado neste ano. O seguro prestamista representa 32% e o ramo de acidentes pessoais, 14%.

O desempenho que mais chamou a atenção de Kasahaya foi o do seguro de vida individual, que cresceu 65,5% nos oito primeiros meses do ano. O seguro doenças graves vem em seguida no ranking, com 37%, à frente do funeral e do seguro viagem, que cresceram na casa dos 26%.

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