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Podcast: crédito imobiliário reforça retomada para compra de imóveis

Além da aquisição para moradia, momento abre espaço para diversificação de investimentos

As instituições que concedem crédito imobiliário fecharam o mês de fevereiro com 19.401 operações financeiras voltadas para a construção e aquisição de imóvel. Os dados são da Abecip (associação que representa o setor) e mostram que a esmagadora maioria dos recursos foi destinada para compra (15.623). 

Incorporadoras negociam direto com o consumidor e bancos investem em linhas de crédito (Foto: Evening Tao/Freepik)

Os números sobre as operações contratadas revelam que o total de fevereiro é maior que o mesmo mês em 2018 (13.108), 2017 (12.237) e 2016 (14.682). Do contrário, o dados desse ano caem pela metade em relação em fevereiro de 2015, quando o total chegou a 28.881 operações destinadas a aquisição, construção, reforma e compra de material para construção.

A reportagem do Giro S/A entrevistou ao longo da semana especialistas do mercado imobiliário que afirmam que o setor retoma crescimento em 2019 e que o estoque de imóveis em oferta segue aquecido.

Outro dado que aponta para o impulso no setor é uma pesquisa realizada pela startup MindMiners em 2018, que diz que o financiamento imobiliário é o principal recurso para a maioria dos brasileiros que ainda sonha com a casa própria.

Ao passo que as operações financeiras começam a crescer, as empresas sinalizam expectativa positiva, incorporadoras negociam direto com o consumidor e bancos investem em linhas de crédito como o Pró-Cotista (da Caixa Econômica Federal) que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para compra de imóvel.

Além da compra para moradia, o mercado abre espaço para a compra de imóvel como investimento. Comprar na planta ou unidades já finalizadas são as opções em diferentes endereços na região.

Quem comenta sobre a compra de imóveis como forma de diversificação de investimento é o gestor de recursos João Pedro Araujo, da Hoa Asset Management. Em entrevista ao Giro S/A, ele afirma que comprar um bom imóvel o seu retorno pode render muito mais que muito investimento. "Investir em fundos imobiliários é uma da opções de ingressar no mercado imobiliário, isso não descarta a possibilidade de investir fisicamente em imóveis. Depois dessa recessão que nós passamos no Brasil existem muitas opções e isso abre um ótimo campo no mercado na hora de investir diretamente", afirma.

Ouça a entrevista com João Pedro Araujo, da Hoa Asset Management, para o Podcast do Giro S/A. Ele também comenta sobre os Fundos de Investimento Imobiliário (FII), assunto que o economista Roberto Troster também analise.

Fundos imobiliários

Se a hora é boa o mercado de imóveis, de acordo executivos de incorporadoras e outras empresas do setor, uma opção para diversificar investimentos podem ser os chamados Fundos de Investimento Imobiliário (FII).

Por definição da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), os fundos imobiliários são destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários, o que inclui, além da aquisição de direitos reais sobre bens imóveis, o investimento em títulos relacionados ao mercado imobiliário, como letras de crédito imobiliário e letras hipotecárias.

Para o Giro S/A, o economista Roberto Troster afirma que aplicar em fundos imobiliários é como investir em ações na Bolsa de Valores, por isso a CVM regula o setor. "E como aplicar em fundo de ações. Se você tem um bom gestor você, na média, tem resultado quando se compra e vender ativos, ou seja, não pode ir no embalo porque o mercado está aquecido. É preciso analisar o risco e saber como o gestor faz a gestão", alerta o economista.

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