Mulheres de 18 a 30 anos de idade investem em seu próprio negócio

Em 2021, 25% das mulheres que entraram no mundo do empreendedorismo se encaixam nessa faixa etária; conheça empreendedoras da região
Ana Julia Oliveira Rechi, diretora da Ser Presente: empreendedora e mãe (Divulgação/Ser Presente)


Pesquisa feita com mais de 1,1 mil mulheres - parceria entre o Movimento Aladas e o Sebrae São Paulo – apontou que, em 2021, 25% das mulheres que entraram no mundo do empreendedorismo se encaixam na faixa etária entre 18 e 30 anos. No início da pandemia, esse porcentual foi de 14% e no período pré-pandemia, de 6%.

"Isso demonstra que as mulheres estão empreendendo mais jovens, se sentindo preparadas e seguras mais cedo e perdendo um pouco do medo de errar e correr riscos. Empreender não é fácil, mas pode ser uma saída para a autonomia e liberdade. Quando a gente tem acesso à informação, ganha coragem de avançar no empreendedorismo", afirma Thais Piffer, gerente de Gestão Estratégica do Sebrae-SP.

Ana Julia Oliveira Rechi, de 21 anos é um exemplo. Ela dirige o Grupo Ser Presente, espaço com yoga, reiki, arteterapia, etc., em Santana de Parnaíba, além de marca de roupas e artesanatos, a Arhay. "Minha primeira motivação foi o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal. Com isso, enxerguei a possibilidade de trazer pessoas que já frequentam o ambiente com seus trabalhos individuais para o coletivo e, então, ser presente", ressalta Ana Julia, e acrescenta "O objetivo é facilitar o acesso de pessoas que buscam se autoinvestigar e se conhecer melhor a essas práticas e terapias integrativas."

A diretora da Ser Presente destaca que o maior desafio ao empreender foi ser levada a sério, por conta da pouca idade e por ser uma voz feminina na liderança, além do fato de ser mãe. "Às vezes me sinto descredibilizada em certos grupos e padrões sociais por conta de toda crença que, nos dias atuais, estamos inseridos. Tento alcançar igualdade e interatividade maior entre todos nós", finaliza a empreendedora.

" Se arrisquem, escolham o que querem fazer, estudem e façam, se dediquem", afirma Camila Bianca Gonçalves, proprietária da marca de cosméticos naturais Amana (Divulgação/Amana)

Dedicação e sustentabilidade
A artista e mãe Camila Bianca Gonçalves, de 24 anos, criou a marca de cosméticos naturais Amana, que visa a ideia de cuidado não apenas com a saúde do corpo, mas também com o planeta, reduzindo o lixo. "Os cosméticos são em barra, com embalagens retornáveis e químicos não prejudiciais", explica Camila.

A empreendedora criou a marca na pandemia. Anteriormente, ela tinha um café vegano com uma amiga, dentro de um espaço colaborativo. "Quando entramos em lock down, tudo mudou. Eu vi a necessidade de ter outras fontes de renda e também de me movimentar de outras formas ", conta.

Na hora de empreender, Camila acredita que os desafios são diversos. "Capital de giro é um deles, além de atingir seu público consumidor e depender da Internet. Mas se arrisquem, escolham o que querem fazer, estudem e façam, se dediquem", recomenda a artista.

Gelato e picolés
A confeiteira Iris Troccoli começou a empreender com 25 anos. "A Raffinato Gelato Artigianale surgiu da vontade de criar algo que as pessoas pudessem se lembrar de mim. Sentissem o meu amor e carinho através do produto. E isso acontece! Vai muito além de apenas sorvetes. Do início ao pós-venda, somos exigentes para criar uma experiência perfeita. Para que o nosso Raffinato Lover, assim que chamamos nossos clientes, se torne um fã de nossa marca", conta Iris. A empresa produz gelato artesanal, atendendo clientes final e foodservice.

A falta de experiência em vendas foi um desafio da confeiteira quando começou a empreender. "Aliás, é até hoje. Implementar uma marca desconhecida e quebrar tabus em relação a isso também. As pessoas têm facilidade em comprar marcas já conhecidas e receio de algo que não conhecem", diz.Iris considera normal essa atitude. "Porém, para quem empreende é um baita desafio. Ganhar confiança", acrescenta.

A confeiteira não considera um empecilho o fato de ser mulher, apesar que as pessoas olham com outros olhos. "Na época que comecei ,sendo tão nova, foi um desafio maior ainda. Não passa credibilidade. Isso veio com o tempo. Aprendo todos os dias com meus clientes. Como me portar, falar, tratar! É sensacional", afirma, animada, Iris.

E quais dicas ela daria para as mulheres que querem empreender? "Siga em frente. O desânimo vem, mas a força de querer ter uma vida melhor tem que ser sempre maior. São inúmeros os desafios. Se está tudo quieto ou meio parado a gente até desconfia. Aprendemos a nos superar através dos obstáculos.Não existe normalidade em empreender", finaliza ela.

Veja mais notícias sobre Economia.

Veja também:

 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Já Registrado? Acesse sua conta
Visitante
Terça, 07 Dezembro 2021

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.girosa.com.br/