​Em crise, Grupo Madero pode encerrar operação; unidades da região estariam ameaçadas

Dívidas da rede de restaurantes chegam a 2,4 bilhões de reais. Marca possui três unidades em Barueri, duas em Osasco e o Ecoparada em Araçariguama
Rede conta com seis unidades na região: três em Barueri, duas em Osasco e a Ecoparada em Araçariguama (Divulgação/Madero)

A expressiva queda nas vendas do Grupo Madero devido à pandemia da covid-19 está cobrando seu preço. A rede de restaurantes fundada pelo chef e empresário Junior Durski, atualmente, possui seis unidades em municípios da região oeste da Grande São Paulo que integram o consórcio Cioeste, sendo três em Barueri, duas em Osasco e o Ecoparada em Araçariguama. Esta última teve investimento na casa de R$ 40 milhões, além da contratação de 300 funcionários. 

Na última semana, a companhia divulgou o balanço do primeiro trimestre deste ano e coloca em dúvida o futuro dos restaurantes. No relatório, a empresa admite que há "dúvidas substanciais sobre a capacidade da companhia de continuar em funcionamento dentro de um ano". As dívidas do grupo somam 2,4 bilhões de reais e 31% desse débito é devido a bancos, fornecedores e governos, vence dentro de 12 meses.

Para salvar o negócio, o Grupo Madero busca entrar na Bolsa de Valores e contratou quatro bancos para a operação: Bank of America, BTG Pactual, Itaú e UBS. A emissão de ações pode ser a única forma de impedir a falência da rede e garantir o funcionamento dos mais de 200 restaurantes no Brasil, que empregam cerca de 7.000 funcionários. 

*Foto de capa: Divulgação/Grupo Madero/Gerson Lima.

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Sexta, 03 Dezembro 2021

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