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Black Friday: comércio registra adesão 5% maior que no ano passado

Apesar do FGTS dar poder de compra, 40% das pessoas querem pagar contas

Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, 21% dos empresários, que atuam no comércio e no ramo de serviços, devem aderir ao Black Friday esse ano, no próximo dia 29. Um crescimento de adesões em relação a 2018, que foi de 16%. "É uma data importante para o varejo. Mas acaba canibalizando o Natal já que alguns consumidores compram nesta data", ressalta Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.

Segundo a empresária Gislene Lopes, da Gi Collection's, as lojas do Centro Comercial Alphaville estão com grande adesão à Black Friday. "O marketing local também procura estimular os comerciantes organizando e distribuindo kits promocionais para os participantes. Além da nossa loja, percebemos que restaurantes, salões de beleza, agências de viagens, escolas de idiomas e outros serviços se preparam para grandes descontos", diz Gislene.

Ainda segundo a pesquisa, de modo geral, os empresários que vão aderir a Black Friday estão esperançosos com a data e veem potencial na edição de 2019. Dos empresários consultados, 43% acreditam que, durante o evento, as vendas esse ano serão melhores do que as de 2018, enquanto 32% falam em estabilidade. Apenas 11% projetam vendas piores.

Os descontos serão em média de 24%. "O ideal é que o consumidor compare preços", recomenda Gamboa.

Alguns especialistas consideram o possível saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) autorizado pelo Governo como um incentivo às compras. "O FGTS é com certeza um implemento. Porém, segundo a Federação do Comércio, 40% das pessoas usarão esse dinheiro para pagar dívidas", destaca o professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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