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Bikers aquecem a economia de cidades da região oeste da Grande SP

A reportagem do Giro S/A conversou com praticantes do ciclismo, modalidade que não para de crescer e encontrou um comércio ativo e próspero 
Alexandre Scavone é morador de Santana de Parnaiba, já pratica o ciclismo há muitos anos e tem trazido amigos para a prática (Divulgação / Arquivo Pessoal AS)

A pandemia causada pelo coronavírus mudou hábitos, profissões e, principalmente a economia, causando o fechamento de milhares de negócios. Já na contramão de outros setores, figura o comércio e serviços ligados ao ciclismo. De acordo com a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), o aquecimento do mercado de bicicletas vêm em constante crescimento desde o segundo semestre de 2020. 

Um balanço feito pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) com inúmeros lojistas, fabricantes e montadores de todo o País ao longo do ano passado e em janeiro de 2021, demonstrou que o mercado de bicicletas no Brasil, cresceu 50% em comparação a 2019. O pico das vendas ocorreu no mês de julho de 2020, quando houve aumento de mais de 118% nas vendas de bicicletas.

Os fãs da magrela confirmam esses dados. O empresário Alexandre Scavone, morador de Santana de Parnaiba, pratica o ciclismo há muitos anos e conta com exclusividade à reportagem do Giro S/A que sai praticamente todos os dias para treinar sozinho e com grupos da região. Em sua rotina estão inclusas as avenidas Marcos Penteado e a Via Parque, em Alphaville e a estrada de Aldeia da Serra, dos Romeiros e Suru com os Bikes Forever e Pedal Alpha. 

"Pedalo cerca de 40, 50, 80 km a cada saída para manter o condicionamento. É meu esporte essencial. Eu já andava de bike antes da pandemia, mas trouxe um amigo que mora na Vila Solaia para praticar também", diz.

O jornalista e analista financeiro Marcelo Teixeira dos Santos, morador de Alphaville, também pedala frequentemente, tanto para treinar quanto para lazer. Seus locais preferidos são as trilhas de Araçariguama, da Represa de Cotia, da Serra do Japi e de Aldeia da Serra. Ele conta que, na pandemia ele intensificou seus treinos com a bike. "Eu malhava todos os dias pela manhã e pedalava à noite. Com o fechamento das academias, sobraram apenas as pedaladas", declara à reportagem.

Alexandre e Marcelo são mesmo apaixonados por bike. Em decorrência da pandemia compraram muitos itens, desde squizes e roupas até equipamentos e até novas bicicletas. Para Daniel Lima Novais, proprietário da loja All Biker Bike Shop, de Alphaville, o cenário é muito otimista. "As expectativas são muito boas, apesar desses momentos de maiores restrições, mantemos as vendas pelos nossos canais digitais e o funcionamento da oficina não parou. Sabemos que esse é um mercado crescente e promissor", revela.


Marcelo Teixeira dos Santos, morador de Alphaville, pedala frequentemente, tanto para treinar quanto para lazer (Divulgação / Arquivo Pessoal MTS)

Região combina com bike

Repleta de áreas verdes, cachoeiras escondidas e trilhas de tirar o fôlego, as onze cidades da região oeste da Grande São Paulo, que compõem o Cioeste (Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista), têm o cenário ideal para quem não abre mão do contato com a natureza, tanto assim que atraem ciclistas locais, quanto de outras partes do estado.

O morador de Alphaville, Cyro Gazola, que é presidente da marca referência e líder do mercado de bicicletas no Brasil, a Caloi, afirma que a bicicleta tem se mostrado extremamente relevante e até mesmo uma grande aliada neste momento que estamos vivendo. Ele complementa com um depoimento sobre o bairro que reside."A segurança, tranquilidade e o ambiente familiar de Alphaville, principalmente nos finais de semana, estimulam essa prática esportiva que é democrática e atrai desde esportistas a amadores de todas as idades", finaliza.

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