A maioria dos brasileiros reside em casa própria, segundo IBGE

Casas são a maioria, representando 85,6% e apartamentos são 14,2%
A maioria dos lares são próprios e quitados (Foto: Arquivo de Imagem/Agência Brasil)

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua 2019, divulgada hoje, 6, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maioria dos brasileiros reside em imóveis próprios. As casas representam 85,6%, equivalente a 62 milhões de moradias no país.

A maioria dos lares são próprios e quitados, o equivalente a 66,4%, sendo 48,1 milhões. São cerca de 10 milhões de apartamentos no país, o equivalente a 14,2%. Já as casas de cômodos ou cortiços são 126 mil, o equivalente a 0,2%. Entram nessa classificação, moradias compartilhadas por mais de uma família, por exemplo.

A maior parte desses imóveis já está quitado. Outros 6,1%, ou 4,4 milhões, são próprios, mas ainda estão sendo pagos. Os imóveis alugados representam 18,3% dos lares, o equivalente a 13,3 milhões, e os cedidos, 8,9%, ou 6,4 milhões. A maioria dos domicílios já quitados em relação ao total está no Norte, com 74,1% das residências, e no Nordeste, com 73,6%. Já os alugados estão principalmente nas regiões Sudeste, com 20,8%, e Centro-Oeste, com 23%.

Segundo a pesquisa, entre 2016 e 2019, a Região Sudeste, que passou de 65,1% para 62,3%, e a Centro-Oeste, de 61,5% para 57,6%, tiveram um maior encolhimento dos imóveis próprios quitados, o que levou ao aumento de outros tipos de moradias, especialmente de alugados no Sudeste e próprios, ainda pagando, no Centro-Oeste.

A média de moradores se mantém constante em relação aos outros anos. No Brasil, moram em cada lar, em média, 2,9 pessoas. Sendo na Região Norte, uma média de 3,3 pessoas por lar. Segundo os dados do IBGE, no Sudeste está a maior parte da população, sendo 42,2%. Seguido da Região Nordeste, com 27,2%. Já no Sul, o número é de 14,3%. No Norte, com 8,6% e na Região Centro-Oeste, com 7,7%. Conforme o IBGE, em relação a 2012, não foram notadas oscilações importantes da distribuição populacional do país.

Mais mulheres e negros

A presença da população declarada de cor branca diminuiu em todas as regiões de 2012 para 2019, sobretudo no Sudeste, onde teve queda de 5 pontos percentuais, e no Sul, com menos 5,8 pontos percentuais. A Região Nordeste registrou aumento de pessoas declaradas negras em 3,2 pontos percentuais, e o Sul teve aumento de 4,8 pontos percentuais das pessoas declaradas pardas.

No país, pretos e pardos são a maioria. Os dados apontam que a população declarada preta representa 9,4%, e parda, 46,8%. Juntos, equivalem a 56,2% da população, enquanto os brancos são 42,7%. Em 2012, os pretos representavam 7,4%, os pardos, 45,3%, e os brancos, 46,6%. As mulheres são maioria, representando 51,75% da população. O índice se mantém mais ou menos constante desde 2012.

Os dados são da Pnad Contínua para o tema Características Gerais dos Domicílios e dos Moradores, de 2019, que fortalece dados de 168 mil domicílios visitados por pesquisadores. Eles são uma amostra que representa os 72,4 milhões de imóveis particulares permanentes estimados no país. Além das características dos domicílios, a Pnad Contínua investiga informações sobre sexo, idade e cor ou raça dos moradores.

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Domingo, 16 Janeiro 2022

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