Selton Mello brilha como diretor em seu terceiro longa "O Filme da Minha Vida"

Johnny Massaro, o Tony Terranova, durante as gravações do filme nas Serras Gaúchas

GUSTAVO VILELA, da Redação

Existem filmes brasileiros que são clássicos. O Palhaço (2011), que conseguiu o raro feito de obter a unanimidade da crítica e ser um grande sucesso de público atraiu aos cinemas 1,5 milhão de espectadores, isso sem contar o fato de representar o Brasil no Oscar de 2012.

Quando um diretor assina uma obra-prima como este drama é mais que óbvio que podemos nos orgulhar e esperar muito mais dele. O inesquecível Chicó, de "O Auto da Compadecida" (2000), de Guel Arraes, tem nome e é Selton Mello, diretor do seu terceiro longa-metragem "O Filme da Minha Vida", que estreou ontem nas telas dos cinemas no País.

O novo longa de Selton, que tem na conta mais de 30 filmes como ator e trabalhos em novelas, é uma adaptação do livro Um Pai de Cinema, do escritor chileno Antonio Skármeta, autor de "O Carteiro e o Poeta", também levado às telas do mundo pelas mãos do britânico Michael Radford.

Pela forma como Skármeta convidou Selton para fazer o filme seria impossível uma recusa. "Foi assim que o livro apareceu na Bananeira Filmes (produtora do longa), com um bilhete: Oi, aqui é o Antonio Skármeta. Estou oferecendo a vocês os direitos desse livro.", conta Selton. Daria para dizer não? De jeito algum, afinal o filme se tornou para Selton uma obra mais pessoal.

O Filme da Minha Vida se passa nas Serras Gaúchas. O ano é 1963. O jovem Tony Terranova (interpretado pelo ator brasileiro Johnny Massaro) que precisa lidar com a ausência do pai (interpretado pelo ator francês Vincent Cassel), que foi embora sem avisar a família e, desde então, não deu mais notícias ao filho. Tony é professor de francês num colégio da cidade, convive com os conflitos dos alunos no início da adolescência e vive o desabrochar do amor até que a verdade sobre seu pai começa a vir à tona e o obriga a tomar as rédeas de sua vida.
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