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O Rei Leão estreia nos cinemas

Na onda do live-action, Disney aproveita essa história simples para encantar

Por Diego Canha - Cineclick

Ninguém queria mais amar esse filme do que eu: O Rei Leão é o filme que mais assisti na minha vida. Eu sei a sequência das falas, choro vendo a animação até hoje. Mas o gosto que senti não foi o que eu queria ter saído da sessão Longe de mim dizer que o filme é ruim, coisa que ele não é. Afinal ele é praticamente igual a animação e é aí que o problema entra.

Nessa onda de live-actions da Disney já experimentamos de tudo, por exemplo: um Mogli - O Menino Lobo bem diferente, um Aladdin com alterações pontuais e um A Bela E A Fera exatamente igual à animação. E nesse termômetro, O Rei Leão de Jon Favreau está mais perto da aventura entre a jovem Bela e o príncipe amaldiçoado.

Poucos são os momentos de ousadia e são neles que o filme fica muito bom. O que só aumenta a sensação de que Favreau poderia ter deixado de lado o medo em mexer em uma das maiores animações da história. E o diretor tinha crédito para isso, foi muito bem em Mogli - O Menino Lobo, e é co-criador do MCU, braço que dá rios de dinheiro para Disney. Se ele não tinha cacife para bancar uma ousadia, ninguém teria.

Vamos focar nos pontos positivos primeiro!

Zazu, com a voz original de John Oliver, ganhou mais relevância e o apresentador da HBO cabe perfeitamente no papel. Irônico quando precisa ser, mas sempre leal ao verdadeiro rei. O roteiro também foi para as hienas e Scar, algumas frases foram retiradas deixando os vilões mais ameaçadores.

Seth Rogen e Billy Eichner estão incríveis como Pumba e Timão. Eles mostram um ótimo tempo para as piadas e rola uma sinergia à altura dos dois personagens icônicos.

A Nala de Beyoncé é grande defensor do meu ponto "se alterasse mais, ficaria melhor". Talvez encorajado por estar protegido pela maior voz do mundo pop atual, Favreau nos brinda com uma personagem mais forte ou que pelo menos tem mais tempo de tela para mostrar sua força.

A história de O Rei Leão é simples, revendo com meu filho nos últimos meses cheguei à conclusão de que são os musicais que seguram a animação. E no live-action não consegui tirar a sensação de que mesmo tendo todas as músicas ali, elas parecem menores ou com a importância diminuída. Até com "Spirit" (faixa inédita e muito boa, cantada por Beyoncé) fica a impressão de que poderia ter tido mais segundos da canção na tela.

"The Lion Sleeps Tonight" e "Can You Feel the Love Tonight" ganham versões maravilhosas também. A trilha sonora deste filme vai ser daquelas que você vai ouvir em repeat no seu Spotify.

Toda a parte do Simba criança é retratada quase que quadro a quadro. Inclusive até o ritmo da animação com cortes bruscos é reproduzido no longa, não dando a fluidez que o filme poderia ter buscado.

Analisando as bilheterias dos outros live-actions da Disney, A Bela e A Fera foi a melhor delas. O que indica que o público não se incomoda com essa reprodução fidedigna (até demais) da animação original e o longa será um sucesso.

Com efeitos visuais impressionantes, cenários e animais que parecem reais, O Rei Leão vai encantar pela fidelidade. Beyoncé e Donald Glover merecem seus lugares de rainha e rei na Pedra do Rei, porém eu ainda fico com a animação. Até a nostalgia precisa ter limite.

Confira a programação em: www.cineclick.com.br

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