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Crítica de Cinema: Hellboy

Nova versão do personagem dos quadrinhos chega aos cinemas: reboot absolutamente desnecessário

Hellboy ganhou fama com os filmes de Guillermo Del Toro e muita gente ficou triste quando o herói foi abandonado no cinema. Alegria dos fãs voltou quando um reboot anunciado, com David Harbour, de Stranger Things, no papel principal. Infelizmente, o retorno do vermelhão para a tela é tudo menos um bem-vindo ou um digno sucessor dos originais.

Ian McShane faz o papel de Professor Broom no lugar de John Hurt e a escolha seria perfeita se Harbor e McShane tivessem alguma química, o que atrapalha a dinâmica de pai e filho. McShane está lá só para explicar situações e comandar um grupo paramilitar determinado a explodir criaturas do oculto, enquanto Harbour age como criança mimada, daquelas bem chatas.

Com isso, Hellboy acaba se tornando patético, que foca demais nos problemas de relacionamento com o pai e em crise por ser uma criatura de outro mundo forçada a caçar outras criaturas similares. Nem é preciso comparar a nova versão do herói com a atuação de Ron Perlman: este herói é simplesmente irritante pela forma como foi construído.

A história em si tenta ser mais fiel aos quadrinhos e mistura diversos enredos que leitores provavelmente reconhecerão, mas o resultado é uma salada de ideias, sem muita conexão ou carisma. A ideia geral é que o herói acaba tropeçando num plano para trazer uma bruxa antiga de volta à vida.

Com sorte, essa produção servirá de lembrança aos estúdios de que não basta pegar algo legal e levar ao cinema de qualquer jeito, é preciso respeito ao material base, sem esquecer de que se trata de uma obra cinematográfica que precisa de cuidado na hora da adaptação. Todos queriam ver Hellboy de volta às telonas, mas certamente não dessa maneira.

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