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Cotia: Circo Zanni promove a esperança equilibrista para o show continuar

Mesmo com os inúmeros desafios provocados pela pandemia, a arte circense segue viva sob a lona
Campanha #SegueZanni obteve apoio de pessoas e artistas do país inteiro e deu fôlego para a trupe (Foto: Divulgação/Circo Zanni)

"O espetáculo não para, tem sequência". Com essas palavras, o ator Domingos Montagner conduzia as apresentações que celebravam a alegria do encontro dos artistas com o público na lona do Circo Zanni, localizado em Cotia. Recentemente, o circo realizou uma campanha para arrecadar fundos e continuar levando sonhos e esperança à platéia.

Para prosseguir em tempos de pandemia, os artistas do Circo Zanni realizaram a ação emergencial #SegueZanni, por meio de financiamento coletivo para arrecadar recursos financeiros e arcar com as despesas mensais da sede.

A campanha deu certo e conquistou apoio de dezenas de artistas como Denise Fraga e Dedé Santana. Com as doações, foi possível atingir 90% da meta de arrecadação, fixada em R$ 61 mil. Desta forma, o circo não encerrou suas atividades.

O Circo
A origem do nome Zanni surgiu por meio de uma pesquisa de dois fundadores, Domingos Mantagner e Fernando SampaioCriado em 2004, o circo também tem entre os seus fundadores: Isabella Mucci, Marcelo Lujan, Pablo Nordio, Luciana Menin, Erica Stoppel, Maíra Campos e Daniel Pedro. 

Morte abalou o país
Aos 54 anos, no auge de sua carreira artística, o ator Domingos Montagner interpretava o personagem Santo na novela das nove "Velho Chico", exibida pela TV Globo, quando morreu por afogamento no dia 15 de setembro de 2016 após desaparecer nas águas do Rio São Francisco, no município de Canindé de São Francisco, SE. 

Do sonho à realidade 
"O Circo Zanni nasceu em um coletivo de artistas, na central do circo, que é uma associação de classe com espaço de ensaios, guarda de materiais e realização de apresentações em São Paulo. Na primeira temporada, alugamos uma lona de circo para fazer espetáculos, mas, em 2004, ganhamos o edital 'O primeiro Funarte Carequinha', e compramos nossa lona de circo", lembra Erica Stoppel, trapezista, sócia-fundadora do Circo Zanni.

Em São Paulo, o grupo já ocupou importantes territórios da cidade por meio de suas temporadas, iniciadas na Barra Funda. No entanto, criou raiz no Parque Augusta, local em que montou a lona entre 2005 e 2010 e, na sequência, no Memorial da América Latina, onde realizou mais de dez temporadas seguidas entre 2007 e 2015. O grupo ainda realizou temporadas no Shopping Raposo e no Sesc Campo Limpo e entre 2016 e 2018, montou sua lona no Parque do Povo.

Legado: Domingos Montagner foi diretor artístico e um dos nove sócios do Circo Zanni (Foto: Divulgação/Circo Zanni)

Criando Raízes
Em dezembro de 2019, em busca de um local fixo para se instalar, a trupe do Circo Zanni decidiu ir para o km 26 da Raposo Tavares, em Cotia. Com eles vieram as companhias La Mínima, Cia Artinerant´s, Circo Amarillo, Cia La Class, Cia Barnabô e Cia das Rosas, que formaram o circo.

"O Circo Zanni se instalou em Cotia porque muitos de nós moramos na região e decidimos nos mudar em um momento de migração de vários coletivos circenses que buscavam espaços fora da cidade de São Paulo, a começar por questões de custos", explica Erica. Hoje, além de ser uma sede fixa e os artistas não residirem no local, como acontece em circos tradicionais, a unidade oferece atrações artísticas, com apresentações, atividades formativas e de interesse cultural.

Há 17 anos, mesmo diante de tantos desafios enfrentados pelo setor cultural, o circo tem conseguido sobreviver, explica a fundadora e acrobata Maíra Campos. "O Circo sobrevive há quase duas décadas enfrentando diversos cenários e executando temporadas com sua lona que comporta 400 lugares. Além de São Paulo, já executamos turnês em Recife, Belo Horizonte", diz Maíra.

Projetos
Como show não pode parar, o Circo Zanni continua repleto de planos. "Hoje temos essa nova empreitada que é manter uma sede fixa para atender toda a comunidade circense de São Paulo e de outros estados, como um centro cultural que vai receber espetáculos. Além disso, o Zanni também vai promover temporadas aos fins de semana", adianta a fundadora.

"Sei que o público espera ansioso nosso retorno, mas isso irá acontecer gradualmente, respeitando todas as medidas e protocolos de segurança no combate à covid-19. A melhor forma de nos ajudar, neste momento, é acompanhar nossas redes sociais e ficar de olho em nossos novos projetos", diz Maíra à reportagem.

O Circo Zanni também executa projetos por meio de leis de incentivo, que contemplam outras categorias e não apenas os espetáculos. Há oficinas abertas para educadores, com introdução das principais artes do circo e musicalidade circense. O circo também exibe espetáculos em lives. Para saber mais basta acessar: circozanni.com

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