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Veja quais os bairros onde mais se pega coronavírus na região

A pedido do Giro S/A prefeituras mostram onde há mais pessoas infectadas
O Hospital Municipal de Barueri, de acordo com o último levantamento, está com 90% de lotação nos leitos de UTI (Foto: Divulgação)

No dia em que a região atinge a marca de 7 mil casos de Covid-19 e o crescente número de internações caracteriza a região como verdadeira zona de disseminação no novo coronavírus, o Giro S/A mostra o mais completo levantamento dos bairros onde há a maior incidência de casos notificados.

Os números, informados pelas próprias secretarias de saúde entre 19 e 27 de maio, refletem como o vírus tem circulado pelas cidades.

Em Osasco, embora visivelmente haja o problema da subnotificação, caracterizado pela grande quantidade de casos suspeitos, é possível afirmar que, embora a doença atinja tanto a zona norte, como a zona sul, os bairros mais pobres estão sendo os mais castigados e devem merecer mais atenção. Os casos cujo exame comprobatório ainda não saiu resultado são considerados suspeitos. Os exames demoram cerca de 10 dias para serem confirmados. Em muitos casos, o paciente com sintomas leves é apenas isolado em casa, e nem faz o teste, ou, em casos mais graves, vai a óbito antes mesmo do resultado. Com falta de testes na rede pública, o estado inteiro só vem testando pacientes moderados a graves.

No levantamento enviado ao Giro S/A, a prefeitura de Osasco separou os bairros de acordo com a gravidade do contágio.



Já em Itapevi, que relatou apenas casos confirmados, a Cohab, um dos bairros mais populosos da cidade, é o que assiste o vírus se disseminar mais rapidamente, enquanto que nos bairros mais distantes, a doença avança mais lentamente.


A Cohab também é o foco em Carapicuíba, concentrando o maior número de casos ao lado do Ariston, os bairros mais densos da cidade.



Em Jandira, cidade que registra índices de isolamento bem baixos, também concentra o problema nos bairros mais populosos como Fátima e o Gabriela.



Em Vargem Grande Paulista ocorre o oposto. A cidade tem 110 casos confirmados, mas o maior foco é o Haras Bela Vista, condomínio de alto padrão na entrada da cidade.



Barueri


Barueri, que já passa de 1000 casos confirmados e cerca de 3 mil notificados vive um caso à parte. Com recursos para providenciar leitos e adaptar unidades para funcionar como hospitais de campanha, a cidade sofre, inicialmente, com a falta de respiradores no mercado para aquisição, com o impacto de pacientes vindos de outras cidades, e com as altas taxas de descumprimento ao isolamento, que na última semana chegaram a 39%, sem notícias de iniciativas mais enérgicas por parte da administração para que a população adira ao isolamento ou ao uso obrigatório de máscaras.

O que se pode conferir pelos gráficos encaminhados para a redação é que o problema da disseminação do vírus na cidade se concentra nos bairros: Parque dos Camargos, Jardim Belval e Jardim Tupã. Já os óbitos têm sido registrados com maior incidência no Parque Imperial, Parque dos Camargos e Mutinga, sendo 44% homens e 56% mulheres. Chama a atenção os bairros mais atingidos serem próximos às divisas com Jandira e Osasco.



Cotia e Santana de Parnaíba

Enquanto Cotia está com 669 confirmados e 57 óbitos, e Santana de Parnaíba 459 casos com 13 óbitos, ambas as cidades não enviaram levantamento por bairro, conforme pedido reiteradas vezes pela redação do Giro S/A.

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