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EXCLUSIVO: prefeito de Cajamar fala sobre lockdown, vacina e retomada da economia ao Giro Noite

"Hoje, não é minha intenção fazer lockdown, muito pelo contrário. Se eu puder aumentar leitos e conseguir mais respiradores, vou fazer tudo o que eu puder para não ter lockdown", disse Danilo Joan ao Giro Noite
Em entrevista, prefeito fez críticas ao Plano de Imunização nacional (Reprodução / Instagram)

Na quarta (17), dia em que Cajamar atingiu 100% de ocupação nos leitos de UTI para covid-19, o prefeito da cidade, Danilo Joan (PSD), concedeu entrevista exclusiva ao Giro Noite, programa de web tv que vai ao ar no portal do Giro de segunda a quinta, sempre às 18h. Na conversa com os jornalistas Vanessa Dainesi e João Felipe Cândido, Joan falou sobre medidas para evitar o colapso de leitos de UTI na cidade, economia regional, possibilidade de lockdown e vacinação. Confira abaixo os melhores momentos.

AUMENTO DE LEITOS
"Nós tínhamos Hospital de Campanha, atendemos mais de 15 mil pessoas e, por um período, (nós sabemos que precisamos ter responsabilidade com o dinheiro público), a demanda caiu muito, então nós conseguimos manter dez leitos de UTI no hospital e com atendimento em uma área isolada. Nós estamos notando que de uma semana para cá, estamos batendo 80%, 90%, chegamos a bater 100% da ocupação. Não dá para perder tempo. Chamei uma reunião de urgência com o comitê e vamos voltar com o Hospital de Campanha. As obras devem ser iniciadas na sexta (19) e esperamos inaugurar em sete dias. Nessa unidade, teremos 22 leitos de enfermaria. Desses, teremos quatro de urgência já interligados à UTI. Tínhamos dez leitos UTI e passaremos a ter 14".

AJUDA AO COMERCIANTE
"O que cabe ao município, como impostos como ISS e IPTU, estamos jogando para frente ou isentando. O que estamos fazendo e observando um bom resultado é nosso curso profissionalizante à distância. Ensinamos o comerciante para vender à distância, preparando o delivery e aprendendo a entregar na casa do cliente. É uma realidade que já existia em muitas empresas, mas virou um novo mercado, e queremos trazer essa realidade para Cajamar".

CONTAS NO AZUL
"Aqui em Cajamar, muita coisa que nós queríamos ter feito, como concurso para Guarda Municipal, não conseguimos fazer. Nosso município vive uma realidade um pouco diferente: o e-commerce se tornou muito forte durante a pandemia. De 20% a 30% de toda venda feita no Brasil, sai de nosso município. Mediante a isso, fomos rápidos, no ano passado, e mudamos a nossa lei do ISS variável, porque as empresas estocavam aqui e faturavam por outros municípios. Então, fizemos com que essas companhias faturassem por Cajamar. Assim, mesmo com todas as dificuldades da pandemia, fechamos 2020 com um superávit na casa de R$ 20 milhões".

AQUISIÇÃO DE VACINAS
"A cura é a vacina. Vamos colocar mais leitos de UTI, mas na velocidade em que o vírus está vindo, não será suficiente. Nós somos o epicentro do mundo, hoje. Estados Unidos está vacinando milhões por dia. Se não existisse briga e o foco fosse a vacina, nós teríamos a segurança da imunização. Se tivesse vacina liberada, eu te garanto que já teria vacinado a cidade inteira e ajudaria os municípios vizinhos. (...). Qual é o plano de imunização? Olha quantos ministros da saúde já passaram! Eu não sou contra o presidente [Jair Bolsonaro, sem partido], não sou contra o governador [João Doria, PSDB]. Eu sou a favor da vida. Sempre digo que as pessoas não têm que ter político de estimação e eu me incluo nesse rol também. Estou aqui cumprindo com a minha missão e com as minhas obrigações. Vejo pessoas querendo defender algo que é indefensável. Como cidadão, eu ficaria com vergonha (...) O Brasil teve oportunidade de comprar vacina, todos nós sabemos, e não compramos".

EMPATIA
"É um momento muito delicado. O que vai fazer a diferença é o poder público fazer a parte dele, a população entender que para que a gente tenha uma retomada forte da economia, as pessoas precisam estar vivas, e que as pessoas comecem a ter mais compaixão umas pelas outras e entendam essa divergência de opiniões entre quem quer o lockdown e quem quer voltar a trabalhar: um carregou alça de caixão e entendeu o que é covid-19 na casa dele; o outro, quer voltar a trabalhar, porque a doença atrapalhou as finanças dele, e ele entende que se não morrer com a covid, vai morrer de fome. Vivemos numa democracia e precisamos chegar a um consenso de ideias sem um atacar o outro".

LOCKDOWN EM CAJAMAR
"A nossa cidade bateu 100%. Nós estamos correndo com hospital de campanha e ampliando número de leitos para não chegar a esse ponto. Só que Cajamar não é uma ilha. Temos algumas cidades na região que não conseguem agir, ampliar leitos com rapidez. Hoje, não é minha intenção fazer lockdown, muito pelo contrário. Se eu puder aumentar leitos e conseguir mais respiradores, vou fazer tudo o que eu puder para não ter lockdown".

Confira a entrevista na íntegra:

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