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Como alguns comerciantes se adaptaram para o negócio não "morrer" na pandemia

Fabíula e Sandra mudaram de ramo para não desaparecerem

As pessoas por trás das atividades que ainda não foram autorizadas a voltar, mesmo com a flexibilização, ainda buscam sobrevier ao mercado, que além da recessão e do desemprego, luta contra a desconfiança dos antigos consumidores, que em muitos casos ainda não voltaram a consumir como antes.

É o caso dos transportadores escolares, os donos de buffets, cinemas e teatros, parte integrante da economia que está há quatro meses parada e sem ainda uma perspectiva segura de retomada, nem respaldo público para continuar sobrevivendo. Há empresas buscando novos ramos de trabalho, literalmente se reinventando para sobreviver, pagar contas e não desaparecer da economia. 

Algumas dessas pessoas tiveram que se adaptar para não morrer economicamente falando. É o caso de Fabiula Gonçalves da Rocha de Freitas, de 32 anos. Fabi, como é chamada, trabalhava há 12 anos com transporte escolar. Quando as escolas fecharam, ela ficou bem preocupada, pois o transporte era a única renda da casa. Inicialmente, Fabi pegou a perua e passou a fazer delivery de ovos, entre os próprios pais dos alunos, amigos e familiares. Aos poucos, foi introduzindo algumas frutas para vender junto, e cada vez ia incrementando mais até que transformou a perua em um serviço de hortifruti delivery. 

Passados quatro meses, ela trabalha com condomínios, onde entrega pedidos de produtos e monta feirinhas exclusivas e além das frutas e legumes, trabalha com flores e produtos de armazém. "Essa guinada de profissões me ensinou que podemos tudo quando queremos . É só ir a trás e ter força de vontade. Aprendi que temos que ter humildade para tudo nessa vida. É que um dia estamos bem e outro não temos nada", avalia Fabi, mãe de uma bebê de um ano e oito meses e que pretende voltar a trabalhar com o transporte escolar quando a pandemia passar, sem, no entanto, abandonar suas novas profissões.

É também o caso de Sandra Felice Gregorio, de 53 anos, que há 15 anos toca empresa de eventos Bixo da Cara Preta. "Quando começou o isolamento social nos sentimos muito deprimidos e desesperados, já que nosso trabalho era a única renda da família. Foi muito triste, mas sabíamos que não poderíamos desistir depois de quase trinta dias parados", conta Sandra sobre os dias que antecederam a mudança de ramo da empresa.

Ela passou a trabalhar com entrega de lanches, já que a maioria estava em casa, em isolamento, sem, portanto, poder visitar lanchonetes. "Não tínhamos experiência nenhuma no negócio, mas sabia que não podíamos desistir, tínhamos que dar um jeito, e como um "bom brasileiro" fomos pra cima, com fé e vontade", conta, mesmo que com os lanches, não tenham atingindo nem 30% do faturamento com eventos.

O diferencial do serviço de Sandra é o cardápio de lanches: ao invés dos típicos hambúrgueres e pizzas, lanches de pernil, calabresa, rosbife. Com a reabertura gradual, Sandra afirma que os pedidos já começaram a cair, mas, de qualquer forma, vai continuar com o negócio dos lanches, pelo qual se apaixonou enquanto espera o cenário melhorar. "Os eventos foram os primeiros a parar e serão os últimos a voltarem. Aprendemos que temos que ser versáteis, aprender a lidar com o novo, o desafiador", diz. 

As escolas só poderão retomar as aulas a partir de 8 de setembro. Já os buffets poderão ser autorizados a reabrir, com medidas de restrição, assim que as cidades atingirem a fase verde (4ª fase do Plano São Paulo), o que poderá começar a ocorrer a partir desta sexta-feira (24). 

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