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Furlan garante que contratos são fiscalizados com rigor em Barueri

Segundo Furlan, a empresa foi contratada para prestar serviços de sinalização e processamento de multas

O prefeito de Barueri, Rubens Furlan (PSDB) garantiu que fiscaliza com rigor todos os contratos firmados pela administração municipal. A afirmação, dada com exclusividade ao jornal Giro S/A, aconteceu três dias depois da empresa Cobrasin, uma das prestadoras de serviço do munícipio, ter sido denunciada, em matéria da Rádio Bandeirantes, de criar uma "indústria da multa" na cidade de Limeira, no interior do Estado.

Em nota, a prefeitura de Barueri esclareceu que os radares que entraram em atividade no dia 10 de dezembro não pertencem a Cobrasin, mas sim a empresa Perkons e que ainda não houve arrecadação com multa.

Segundo Furlan, a empresa foi contratada para prestar serviços de sinalização e processamento de multas, mas não possui radares implantados na cidade. "Não conheço a denúncia envolvendo a empresa, mas em Barueri, eles prestam serviço de sinalização e fiscalizamos o contrato e o serviço prestado com muito rigor", garante o prefeito que não respondeu se pretende romper o contrato com a empresa denunciada.

Em Barueri, a Cobrasin presta serviços de processamento de multa, ou seja, após o agente de trânsito ou radar ter flagrado a infração de trânsito, os dados do veículo são enviados a empresa que vai conferir os dados no sistema da Prodesp (Processamento de Dados do Estado de São Paulo) e emitir a notificação da multa que será encaminhada a casa do proprietário do veículo. O pregão para contratação dos serviços prestados pela Cobrasin foi homologado em novembro de 2018 e os valores chegam a quase R$ 1 milhão/ano.

Em nota, a prefeitura de Barueri esclareceu que os radares que entraram em atividade no dia 10 de dezembro não pertencem a Cobrasin, mas sim a empresa Perkons e que ainda não houve arrecadação com multa. "A Cobrasin é a empresa responsável pelo processamento das autuações, apenas após a validação pelo Departamento de Trânsito. E a instalação dos radares foi proposta no convênio com o Estado de São Paulo (Termo de Convênio 146/2017, processo DETRAN-SP 686028/2017), objetivando a redução do número de óbitos provocados por acidente de trânsito. Nos locais implantados a redução foi de 100%, diz a nota.

A administração também garante que não houve arrecadação com os radares instalados. "Obedecendo o processo legal, em Barueri as primeiras notificações estão sendo encaminhadas, ou seja, não foi arrecadado nenhum centavo até o momento", finaliza a nota da administração.

••• Entenda a denúncia de indústria da multa

Na segunda-feira, 13, a Rádio Bandeirantes denunciou a indústria da multa criada na cidade de Limeira pela empresa Cobrasin. Um repórter da emissora entrou em contato com a empresa, se passando por um assessor de prefeitura.

Ao ser questionado sobre como "faturar com os equipamentos" o funcionário da Cobrasin revela que a empresa indica os locais onde os radares devem ser instalados e os mecanismos que devem ser adotados para aumentar o número de multas, entre eles, não implantar lombadas e colocar placas bem próximo dos equipamentos para que o condutor não tenha tempo de reduzir a velocidade.

"A gente implanta todo o equipamento e vocês pagam de acordo com a arrecadação. Você nunca vai ter prejuízo. Sempre vale a pena", diz o funcionário na ligação.

Por meio de nota a empresa negou a criação de uma indústria da multa e disse que o funcionário não tem autorização para falar pela empresa. "o referido funcionário não poderia jamais fazer qualquer ponderação de cunho comercial, visto que tais funções não estão no rol de suas atribuições próprias", explica a nota.

Nota oficial da Cobrasin

A Cobrasin, empresa séria que atua no Estado de São Paulo há 30 anos e que, durante este tempo, teve as boas práticas comerciais como seu norte, recebeu com perplexidade e indignação reportagem da Rádio Bandeirantes, onde funcionário dá declarações inverídicas e fantasiosas em nome da empresa. Para resguardar a verdade, seguem os esclarecimentos:

1 - Sr. Murilo, funcionário identificado na matéria, faz parte do staff operacional da empresa, trabalhando com sinalização viária, e não tem autorização ou competência para falar em nome da Cobrasin. Neste sentido, frise-se que o referido funcionário não poderia jamais fazer qualquer ponderação de cunho comercial, visto que tais funções não estão no rol de suas atribuições próprias.

2 - A Cobrasin não atua no segmento de radares. Faz mais de cinco anos que fechou sua divisão de radares, focando sua atuação apenas no processamento de multas e sinalização viária, não havendo qualquer vinculação em sua remuneração à quantidade de multas aplicadas. Portanto, as declarações do referido funcionário são, inclusive, destituídas de sentido prático ou legal.

3 - Para que fique claro, a Cobrasin informa que as instalações de equipamentos são determinadas por estudos técnicos sob responsabilidade e supervisão exclusiva dos órgãos contratantes, sendo certo que nunca a empresa participou da implantação e instalação de qualquer tipo de radar, inclusive os da Cidade de Limeira, mencionados na reportagem em questão.

4 - A Cobrasin repudia veementemente as declarações de seu funcionário, que estava de férias por ocasião da produção da reportagem, sendo certo que o mesmo foi, de imediato, suspenso preventivamente de suas atividades na empresa para regular e própria apuração dos fatos que o ensejaram a fornecer tais declarações destituídas de realidade. O Departamento Jurídico da Cobrasin adotará, de pronto, medidas cabíveis para o restabelecimento da verdade dos fatos.

5 – A Cobrasin reitera e se orgulha de seu compromisso histórico com a lisura de sua atuação comercial e técnica, sendo certo que trabalhará para que este episódio seja esclarecido o mais rápido possível.

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