Registro de infrações de trânsito cai 89% por falta de radares em Osasco

Fiscalização de infrações continuou a ser feita pela PM e GCM na cidade. (Foto: Henrique Vilela-Giro S/A)

Gustavo Vilela, da Redação

O número de infrações de trânsito registradas na cidade de Osasco caiu ao menos 10 vezes nos seus primeiros meses deste ano (13.025) em relação ao último semestre de 2016 (118.329). Este recuo de 89% é reflexo dos radares fora de operação das principais vias públicas do município. 

A instalação dos novos radares na cidade depende de licitação em andamento na Prefeitura. Após este processo e da assinatura de contrato, a empresa vencedora terá 90 dias para que os radares entrem em funcionamento. 

Até outubro de 2016, segundo dados da administração do prefeito Rogério Lins, os radares monitoravam 88 pontos nas vias públicas. Com a nova contratação este número sobe para 106. O novo contrato, conforme previsto na licitação, deverá ficar em torno de no máximo R$ 3,3 milhões por ano. 

Este valor divulgado pela Prefeitura refere-se à pesquisa de mercado que a administração realizou para elaborar o edital. No ano passado, de janeiro a abril, a gestão do então prefeito Jorge Lapas pagou R$ 500 mil para manter o serviço. 

Segundo a Prefeitura, apesar da fiscalização por radar não estar em operação, o monitoramento por câmeras na cidade não teve seu serviço interrompido. Sem os radares, a fiscalização foi realizada pelos agentes de trânsito, Polícia Militar e Guarda Civil Municipal. 

Na região 

Em Barueri não há radares. Em Itapevi também não, mas há estudos para implantação futura. No entanto, há três radares operados pelo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) na entrada da cidade após o acesso pela rodovia Castelo Branco e outro na divisa com Cotia, onde também não há radares da Prefeitura, embora a Secretaria de Transportes e Trânsito estuda a viabilidade para futuras instalações do equipamento.