Pesquisa do IBGE aponta 2,5% de queda nas vendas do varejo

Baixo índice é influenciado pelo isolamento social
Apenas o setor de alimentos teve alta de 14,6% (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

De fevereiro para março de 2020, o volume de vendas do comércio varejista do Brasil caiu 2,5%. De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (13), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a queda veio depois de uma alta de 0,5% de janeiro para fevereiro.

O isolamento social devido a pandemia do coronavírus teve influência direta no resultado. Na comparação com março de 2019, o recuo foi de 1,2%. Apesar disso, o varejo acumula altas de 1,6% no ano e de 2,1% em 12 meses.

Na passagem de fevereiro para março, a queda só não foi maior porque o setor de supermercados e alimentos teve uma alta de 14,6%.

"Março foi bastante impactado pela estratégia de isolamento social adotada em algumas das cidades mais importantes e populosas a partir da segunda quinzena do mês. Essas cidades consideraram hiper e supermercados e produtos farmacêuticos como atividades essenciais, enquanto as demais tiveram as portas fechadas nos comércios de rua e nos centros comerciais", disse o pesquisador do IBGE Cristiano Santos. Os artigos farmacêuticos e médicos também tiveram crescimento (1,3%).

Segmentos afetados pela retração

Também tiveram queda nas vendas neste período, seis atividades: tecidos, vestuário e calçados (-42,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%), móveis e eletrodomésticos (-25,9%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%) e combustíveis e lubrificantes (-12,5%).

O varejo ampliado teve queda de 6,3% na comparação com março de 2019. Este setor inclui materiais de construção e veículos, teve redução de 13,7% devido aos recuos de 36,4% na venda de veículos, motos e peças e de 17,1% nos materiais de construção.

O setor se mantém estável no acumulado do ano e apresenta alta de 3,3% no acumulado de 12 meses.

Editado da Agência Brasil

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