Sidebar Menu

Mortalidade infantil está estável nas cidades da região

saúde. O Estado de São Paulo teve considerável queda na quantidade de mortes, mas os números podem melhorar

Segundo Rogério Baptistini, sociólogo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, os dados da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) mostram que as taxas de mortalidade infantil ficaram estáveis na região de 2014 a 2018. Em 2018, algumas cidades, como Jandira e Itapevi (veja tabela), tiveram um leve aumento. "Em relação ao Brasil, os números são baixos", afirma ele. A mortalidade infantil é o número de mortes de bebês com menos de um ano, em um determinado ano, por mil nascidos vivos, no mesmo ano. 

Fonte: Fundação Seade

"No geral, a crise econômica contribui para os aumentos. Problemas como saneamento, insegurança alimentar e nutricional e falta de vacinação ajudam a compreender a mortalidade infantil. E melhorar as condições de vida é o caminho para reduzir números", afirma Baptistini.

Segundo o IBGE, o Brasil registrou 12,4 mortes a cada mil nascidos vivos em 2018, abaixo do ano anterior (2017), que foi de 12,8. O Brasil registrava até 1990, 47,1 mortes a cada mil nascimentos. "Até 1990, o País chegou a registrar 47,1 mortes para cada mil nascimentos", destaca o sociólogo que, mesmo com a queda no número de mortes, não considera os índices brasileiros bons. De 1996 a 2017, a queda no Estado de SP foi de 22,5 mortes para 10,9 por mil nascimentos.

O aumento da mortalidade infantil no Brasil registrado no ano de 2016, e que vinha desde 2015, foi creditado pelo Ministério da Saúde ao zika. "O País voltou a registrar, também, baixos índices de vacinação contra poliomielite, por exemplo. Além disso, há que se considerar os efeitos da crise econômica", acrescenta Baptistini. A Unicef atribui as mortes de pós-neonatais (após 27 dias de vida) às condições socioeconômicas.

Segundo o sociólogo, o Governo Federal reduziu investimentos no combate à mortalidade infantil. "O Governo precisa se comunicar mais com a população e investir mais nessa área. Precisamos melhorar nas taxas", diz ele.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef),a Finlândia possui a mais baixa taxa de mortalidade infantil com uma morte por cada mil nascimentos, seguido por Estónia, Chipre, Islândia, Japão, Luxemburgo, Montenegro, Noruega, Singapura e Eslovénia. Os países com piores indicadores são Serra Leoa e República Centro Africana, com 78 e 84 mortes de crianças menores de cinco anos por mil nascimentos, respectivamente.

Veja mais notícias sobre Metrópole.

Veja também:

 

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://www.girosa.com.br/

No Internet Connection