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Moradora de Alphaville é agredida no restaurante Iulia, no Jockey em SP

Em vídeo gravado e postado na internet Milka Borges desabafa sobre o caso

Uma moradora de Alphaville foi agredida, no último sábado, 11, dentro do restaurante Iulia, no Jockey Clube de São Paulo. Segundo Milka Borges, que é presidente do PSDB Mulher de Barueri, a namorada do dono do restaurante e seguranças do local são os autores da agressão por causa da fila do banheiro. A militante pelos direitos e defesa da mulher também esteve à frente do PSDB Jovem.

Em nota enviada ao Giro S/A,  O Jockey Club de São Paulo informou que tomou conhecimento do acontecido por meio das redes sociais e vai abrir uma sindicância interna para pedir esclarecimentos ao locatário.

Em seu perfil no Facebook, Milka desabafou sobre o caso. "Uma moça que não conhecia, identificada posteriormente por Fernanda Bonito, chegou no banheiro nitidamente exaltada, possivelmente sob efeito de alguma droga. Falou para todas que estavam no banheiro que ela mandava no local e esmurrando todas as portas dizendo que iria entrar na cabine antes de qualquer uma que esperava a vez para usar a toalete. As meninas que aguardavam informaram que existia uma fila e que ela precisava aguardar a vez dela", diz a vítima.

Milka conta que foi submetida a duas cirurgias por conta dos cortes profundos no rosto causados pela agressão. "Estou tomando as medidas judiciais cabíveis, desejo que Justiça seja feia e que as pessoas que me agrediram, assim como o restaurante Iulia que negou segurança e socorro sejam punidos com o rigor da lei", desabafa.

Nesta quarta-feira (15), a vítima prestará depoimentos sobre o ocorrido no 34º DP na Capital.

O restaurante e a acusada ainda não de manifestaram sobre o ocorrido.

Trecho do relato da vítima sobre a agressão

Os seguranças empurraram a porta e eu estava atrás pegando minhas coisas no chão. Nesse momento ela entrou no banheiro com o namorado e os seguranças, pegou um copo de vidro espesso que estava na mão do namorado e jogou em direção ao meu rosto.

Não tive como me defender e o copo acertou o meu rosto. Em choque, não percebi a gravidade da situação, só percebi quando vi que estava jorrando muito sangue e uma menina que estava na fila, disse que era da área da saúde, me colocou dentro de uma cabine. O namorado e os seguranças ainda tentavam entrar para me pegar. A menina que me ajudou me orientou a ir pra um hospital com urgência pois estava sangrando muito. Ela me manteve na cabine para evitar que eles me batessem mais. As pessoas tentando ligar pra ambulância.

Quando consegui sair do banheiro, caminhando com dificuldade me sentindo fraca e achando que fosse desmaiar consegui ir até a saída do restaurante, o estacionamento que é longe e não recebi nenhuma ajuda dos segurança, nenhum apoio ou assistência.

Milka Borges

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