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Fim do Farmácia Popular gera tensão em cidades da região

Fim do Farmácia Popular gera tensão em cidades da região
Unidades do Farmácia Popular foram fechadas em todas as cidades da região (Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde)

Gustavo Vilela, da Redação

​O encerramento das atividades do programa Farmácia Popular, do governo federal na região e também no resto do País ainda não foi bem aceito pelas prefeituras. 

Na Câmara de Carapicuíba, por exemplo, os vereadores protestam e chegaram a recomendar que a Prefeitura assuma o serviço com recursos próprios como é feito em Barueri. 

Questionada, a Prefeitura de Carapicuíba se manifestou por meio de sua assessoria de imprensa e destacou que a cidade contará, como previsto pelo Ministério da Saúde, com as seis farmácias particulares conveniadas para atender a demanda de medicamentos gratuitos. Na cidade, sete mil pessoas eram atendidas por mês. 

Em Barueri, onde já não havia Farmácia Popular, a Prefeitura atende a demanda de medicamentos com o serviço da Farmácia Central que funciona 24 horas. São cerca de três mil atendimentos por mês e mais dois mil nas farmácias situadas nas 16 unidades de saúde básica da cidade. 

Já em Itapevi, onde duas unidades do Farmácia Popular foram fechadas, a Prefeitura informou ao Giro S/A que a população está sendo prejudicada e que busca junto a outros municípios formas de contornar a situação. Na cidade eram feitos 33 mil atendimentos por ano pelo programa do governo federal. 

Em Cotia, os medicamentos de uso contínuo para diabetes e hipertensão continuarão sendo distribuídos nas farmácias municipais nas unidades da atenção básica. 

Em Osasco, onde o programa também foi encerrado por determinação do Ministério da Saúde, a Prefeitura informa que a população não será prejudicada porque contará com a distribuição dos remédios gratuitos e com descontos por meio de convênios com farmácias privadas.