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Entregadores de delivery protestam em Osasco e Barueri

Manifestantes buscam melhores condições de trabalho

Motociclistas e ciclistas que trabalham com delivery, realizaram uma greve geral nesta quarta-feira (1), em busca de melhores condições de trabalho.

A paralisação foi chamada por trabalhadores de empresas como Rappi, Loggi, Ifood, Uber Eats e James.

Segundo os organizadores, o movimento foi construído por meio de grupos de aplicativo de troca de mensagem na internet, embora algumas entidades tenham se somado, como associações de entregadores e de motofrentistas.

Na região, houveram concentrações de manifestantes pela manhã em Barueri, em frente à sede da Loggi, na alameda Tocantins em Alphaville.

Em Osasco, os entregadores se reuniram embaixo da Ponte Metálica, próxima à Avenida dos Autonomistas. Enquanto distribuíam panfletos e se organizavam, a Rota Municipal (ROMU) impediu o fechamento da avenida. Os motoboys continuaram com a manifestação de forma pacífica.

São Paulo

Por volta das 10 horas, cerca de mil entregadores se reuniram na sede do sindicato da categoria, o Sindimoto, que não participou da organização e aderiu ao movimento depois.

Os grevistas saíram em marcha pela Marginal Pinheiros até o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na rua da Consolação, onde realizaram um buzinaço.

De acordo com um dos perfis organizadores do movimento, o Treta no Trampo, as manifestações seguirão no período da noite. Esse também divulgou a importância da população apoiar o movimento, como não pedir comida pelos aplicativos e avaliar as empresas negativamente nas lojas de aplicativo como App Store e Play Store.


Mesmo com os protestos nas ruas, as empresas de aplicativo não relataram, ao longo do dia, problemas em seu funcionamento.

Em uma publicação nas redes sociais, o iFood, que tem 145 mil entregadores cadastrados em seu sistema e sede em Osasco, disse que esta disposta a ouvir todas as partes e que não descredenciou nenhum entregador durante essa manifestação.

Segundo a plataforma Über Eats também não foram relatados problemas com entregas. A empresa, entretanto, manteve seu Twitter fechado, durante o dia de manifestações.

Rappi e Loggi não comentaram sobre o assunto.

Reivindicações

Os trabalhadores reivindicam um aumento no pagamento das corridas e da taxa mínima das entregas, seguro de vida, cobertura contra roubos e acidentes, além de um voucher para compra de equipamentos de proteção individual.

Apesar do aumento nas entregas por conta do isolamento social, os trabalhadores dizem que as empresas pagam muito pouco.

O movimento #BrequeDosAPPs diz que todas as empresas de delivery pagam R$ 0,93 por km rodado em cada viagem. Muitas vezes, o critério de escolha do motorista para atender um chamado não é claro.

De acordo com a Folha de São Paulo, os entregadores também pendem o fim de bloqueios e desligamentos indevidos pelos aplicativos e o fim do sistema de pontuação, que serve como uma forma de delimitar e escolher certos tipos de entregas que os motoboys podem fazer.

Uma nota técnica do Ministério Público do Trabalho exige que as empresas garantam algum tipo de segurança aos profissionais de transporte de mercadorias e passageiros por aplicativos digitais.

A regra é fornecer álcool em gel 70%, lavatórios com sabão e papel toalha, espaços para higienização dos veículos e água potável para o consumo próprio.

A distribuição, no entanto, não é suficiente, dizem os motoboys, fazendo com que os custos desses itens saiam do próprio bolso.


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