Sidebar Menu

Desocupação no mercado de trabalho tem queda

Destaque fica para o emprego sem carteira assinada, diz pesquisa.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do IBGE, no trimestre encerrado em setembro de 2019, a taxa de desocupação no Brasil caiu, ficando em 11,8%. O trimestre de abril a junho registrou 12%. Isso representa uma variação de -0,3 ponto percentual. Em comparação ao trimestre de julho, agosto e setembro de 2018 (11,9%), o mesmo período desse ano apresentou estabilidade. "A queda do desemprego foi leve", afirma Ulisses Ruiz de Gamboa, professor de economia da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.

Na Região Metropolitana, a taxa de desocupação foi de 14,1% em abril, maio e junho de 2019, dado disponível. "A taxa de desemprego é a proporção de pessoas que procuram emprego com as que trabalham. Nessa região há mais pessoas procurando emprego", ressalta Gamboa. No mesmo período de 2018, esse número foi de 15%.

No País, o setor da construção teve aumento de 245 mil postos de trabalho. "O segmento da construção civil foi reativado. O barateamento do crédito imobiliário, a maior disponibilidade financeira para empresas do setor, além dos fundos de investimentos imobiliários colaboraram para esse crescimento", destaca ele.

Ele acredita que em 2020 haverá até uma recuperação. "No próximo ano há uma expectativa mais intensa do desemprego ceder, mas demora a realmente melhorar",acrescenta o professor do Mackenzie.

Informais

O recorde de agosto a setembro de 2019 se deu no emprego sem carteira assinada, ou seja, os trabalhadores por conta própria. A categoria chegou a 22,4 milhões de pessoas, crescendo 1,2% (mais 292 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 4,3% (mais 1,0 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

Veja mais notícias sobre Metrópole.

Veja também: