Crise faz brasileiro andar mais a pé dentro das cidades

Alternativa. Opção por caminhada pode aumentar o dobro se crise persistir

Raquel Duarte

Um levantamento realizado no mês de agosto com 1.202 pessoas em todo o Brasil revela que 69% dos entrevistados mudaram seus hábitos de transporte após a crise.

Segundo a Sodexo, empresa responsável pela pesquisa trabalho, a principal alternativa apontada para se deslocar pela cidade e cortar gastos é andar mais a pé (24,4%), seguido por utilizar o transporte público (21,5%), se locomover menos (19,4%), andar de bicicleta (17,1%), usar mais táxi, Uber ou outro serviço semelhante (9,9%) e pegar mais carona (7,7%).

A pesquisa aponta ainda que 73,5% dos entrevistados afirmam que sentiram o aumento dos gastos com combustível, passagens de ônibus, metrô, ônibus ou táxi.

Durante o período, o gasto com combustível foi o que mais aumentou para 65,70% dos entrevistados, seguido por transporte público (31%) e táxi (3,30%). "

A renda das famílias diminuiu com a crise e o desemprego, e a necessidade de economizar acabou impactando aspectos básicos como transporte e saúde. A opção do brasileiro por andar a pé tem um aspecto benéfico: quando a crise passar, talvez estejamos mais acostumados com essa prática tão saudável", afirma Fernando Cosenza, diretor de Sustentabilidade da Sodexo Benefícios no Brasil.

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