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Unidades da Receita Federal de Barueri, Cotia e Osasco continuam com atendimento após greve

Greve que aconteceu em decorrência da PEC Emergencial, durou dois dias e prometia gerar a maior entrega de cargos de servidores já visto na RF
Greve foi deflagrada por conta da PEC emergencial, que impactava o trabalho de combate a crimes e o atendimento à população (Divulgação / Reprodução Facebook / Receita Federal)

Na terça-feira (9), servidores da Receita Federal (RF) em virtude da greve da PEC Emergencial (PEC 186), que determinava a retirada de recursos destinados ao órgão, e consequentemente impactava no trabalho de combate a crimes e o atendimento da população. Segundo os servidores essa proposta, se fosse aprovada pelo Senado Federal iria impôr graves repercussões para as administrações tributárias do País, incluindo a Receita.

De acordo com informações do Sindifisco, a adesão estimada dos auditores-fiscais foi próxima a 90%, alcançando todos os setores da Receita Federal. "Nas unidades aduaneiras, foram ressalvadas cargas perecíveis, animais, medicamentos, insumos e equipamentos relacionados ao combate ao covid-19. A ampla maioria das atividades como reuniões, cursos e treinamentos foram cancelados. Não houve prejuízo aos passageiros em viagem internacional, nem ao atendimento geral da população".

Na esteira do apagão RF orientado pelo Sindifisco Nacional, 220 auditores em postos de chefia entregariam seus cargos se a Câmara não a desvinculação dos recursos do órgão não fosse revista. Seria o maior êxodo já visto no órgão. 

Em nota à reportagem do Giro S/A, a assessoria da RF informou que o atendimento nos três postos da região oeste da Grande São Paulo, que fazem parte do Cioeste (Barueri, Cotia e Osasco) tem sido o mesmo durante toda a pandemia e que não houve mudanças esta semana: "restrito, com ênfase principal no atendimento via canais virtuais". 

Resultado

Em nota à reportagem do Giro S/A, o Sindifisco informou que o resultado obtido ontem (10) na Câmara dos Deputados "evitou o que seria uma tragédia para as máquinas de arrecadação que sustentam o funcionamento do governo federal e dos governos estaduais e municipais, com natural repercussão para as engrenagens da economia do país. Apesar de ser uma vitória da sociedade e dos auditores fiscais, que se mobilizaram e reagiram com o vigor necessário diante da gravidade da ameaça, a votação revelou que há uma quantidade considerável de parlamentares que não conseguiram ainda entender a importância da administração tributária para o país, o que nos acende a luz amarela. Retirar recursos da RF e das administrações tributárias estaduais e municipais, como pretendia o governo, iria comprometer severamente as estrutura de fiscalização e de arrecadação em todo o território nacional, dificultando ainda mais o almejado equilíbrio fiscal e colocando um obstáculo adicional ao desenvolvimento do Brasil."

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